Tuesday, March 07, 2006

LONDRINA – O RETORNO


Não sabíamos que, depois deste fim de semana, nenhuma Criatura seria a mesma. Não que nada esperássemos desta viagem, mas ninguém de nós imaginava o quanto ela seria gratificante!

Saímos de Curitiba sexta-feira à noite para chegarmos em Londrina a tempo de curtir uma balada. A viagem foi boa, estrada limpa, dois motoristas revezando (primeiro o Caetano e depois o Bruno), poucas paradas, algumas cervejas, e a trilha sonora que se resumia em uma K7 com Kinks de um lado, e David Bowie do outro, que rodou incansavelmente durante todo o trajeto.

A ida é sempre mais demorada, não sei se porque a quilometragem é maior, ou se nossa ansiedade que é grande, ou se as duas coisas juntas, mas o fato é que não víamos a hora de chegar e tomar uma cerveja bem gelada.

O Rafa era o mais impaciente; a cada dez minutos ele perguntava “Já estamos chegando?” e eu dizia sim, simultaneamente com o Bruno que respondia não, e o Rafa retrucava – “Então pára no próximo posto pra eu comprar mais cerveja” (o Caetano dormindo). Mas o próximo posto não chegava nunca, e somente em Londrina conseguimos matar nossa sede.

Ligamos para o Lucas, nosso recepcionista oficial, para ir nos buscar no posto em Londrina. Em menos de quinze minutos ele chegou, e dali fomos direto para a casa da Cynthia, nossa outra anfitriã especial, pra deixar as bagagens e tomar outras antes de sair pros bares da vida.

A primeira parada foi no Potiguá, um boteco simpático que não tem nada demais – mas o essencial: cerveja gelada, uma mesa de sinuca, um balcão, mesinhas e cadeiras de plástico na calçada. Tomamos uma ou duas cervejas, até o Caetano e o Rafa se darem conta de que ali não tinha nenhuma mulher interessante (além de mim, é claro). Fomos então para o Valentino.

Chegamos lá e tivemos que atravessar uma muvuca fenomenal. O bar estava lotado, havia muitos tipos exóticos e certamente ali seria o lugar ideal para os meninos “se darem bem”, como eles dizem. Doce ilusão a deles... a maioria das garotas só gostava de garotas, e os meninos de meninos, com raras exceções. Eu, o Bruno e o Lucas ficamos sentados em uma mesa perto da porta, o que não foi suficiente para amenizar o calor infernal que fazia ali dentro. Buscar uma cerveja era uma luta ferrenha, uma vez que o bar estava cheio e a aglomeração no balcão era grande. Mesmo assim, bebemos bem, até eu e o Bruno chegarmos à conclusão de que seria melhor voltar pro outro bar, já que era visível serem inúteis as investidas dos rapazes na caça às garotas ideais. Assim, não sem antes enfrentar a desaprovação do Rafa e do Caetano, voltamos para o Potiguá.

RAFA EM RITMO DE AVENTURA!

Poucas pessoas, além de nós, estavam no bar. O Bruno, já entediado, foi pro carro descansar e acabou dormindo. O Rafa e o Caetano sentaram com mais três garotas e eu e o Lucas fomos jogar umas partidas de sinuca (as quais ganhei com grande mérito!). Depois nos juntamos aos rapazes, tomamos cervejas, até o Lucas e o Caetano dormirem na mesa. O Rafa, muito empolgado e com poucos escrúpulos, dava seus tiros no escuro para acertar alguma das três vítimas que ali estavam. Eu, longe de estar sóbria, e nem um pouco afim de continuar a noite, acordei os dorminhocos para irmos embora, deixando o Rafa à mercê de seu destino incerto. Isso às seis horas da matina.

VAI TRANSAR OU FAZER XIXI?

Dia de show. Muita expectativa. Passagem de som feita, tudo nos trinques. O Rodrigo Cheiroso, muito pomposo, pegou uma carona com a gente pra ir se arrumar. Foi quando o Lucas perguntou pra ele: "E aí, Rodrigo, vai transar hoje ou só vai fazer xixi?" E a gente, sem nada entender e achando pouca graça daquilo, ficou curioso. Que espécie de pergunta imbecil era aquela? Mas tudo foi esclarecido. Para eles, ou você transa – sai e ‘come’ uma garota – ou faz xixi, usa seu pau apenas para esta mera necessidade fisiológica. O Rodrigo respondeu: “Ah, hoje eu vou transar”, e depois... “Pensando bem, acho que só vou fazer xixi”. Dele eu não sei... só sei que, fora eu e o Bruno (a turma do xixi), os outros transaram. Aliás, achamos a expressão genial. E você? Vai transar ou vai só fazer xixi?

Os shows foram ótimos. Os Substitutes abriram a noite e arrebentaram. Um show rápido, conciso e perfeito, de deixar qualquer um de queixo caído. Eles finalmente se renderam aos pedidos e, para delírio dos fãs, tocaram também duas músicas do Cherry Bomb (a mesma banda, mas com composições em inglês e já consagradas por todos nós).

Entramos em seguida e ficamos muito emocionados. Acho que porque fomos pegos de surpresa pelo público. A galera sabia e cantava todas as músicas de cabo a rabo, faziam pedidos, dançavam, gritavam, me davam conhaque... Ah! Se dependesse da gente, não sairíamos de lá tão cedo. Mas a Babylon Shots, outra ótima banda londrinense, aguardava para fechar a noite em grande estilo. Foi uma festa e tanto.

Do Vitória Café direto para o Potiguá, tivemos a oportunidade de desfrutar da companhia de muitos amigos até o dia amanhecer nublado. Depois de muitas outras cervejas, tombos cinematográficos, etc. (ai, este “etc.”), fomos tomar café na feira, comer pastel e coxinha, para depois nos amontoarmos no aconchegante apartamento do Lucas, graaande Lucas, o que seria de nós sem o Lucas?

Londrina, talvez por ser uma cidade interiorana, tem a receptividade e a simpatia que falta em Curitiba. Mas o que eles mostraram ali foi que a gente, da capital, se preocupa muito mais com forjar do que realmente formar uma cena e fazer parte dela. Eles provaram que é possível ter uma banda de rock e ser muito bem recompensado por isso.

Odeio desmerecer minha cidade, mas sinceramente, nessas horas, eu gostaria de só tocar em Londrina! Afinal, tocar, transar ou fazer xixi... todas essas as coisas me parecem ser bem melhores por lá. Mas enfim... tomara que eu esteja enganada.

Para finalizar, gostaria de agradecer ao Steven e ao Berbel que foram os agentes responsáveis por nossa ida, bem como aos donos do Vitória Café, embora tenham nos acusado injustamente de termos acionado o extintor de incêndio do banheiro masculino (sendo que o responsável por isso já tinha sido identificado, apanhado dos seguranças, limpado o banheiro e tudo mais...) e finalmente, agradecemos aos amigos e ao público, enfim, a todos que fizeram daquela noite um dos melhores shows de nossa vida!

Friday, March 03, 2006

PRÓXIMOS SHOWS!!!!

Em função da gravação de nosso CD, este ano não faremos muitos shows. Mas em março surgiram algumas datas importantes, das quais não poderíamos abrir mão!

Sábado agora, 04/03 Criaturas estarão em Londrina-PR no Vitória Café, com Os Substitutes e Babylon Shots.

E em Curitiba...

Quinta-feira, 09/03, vamos tocar no Jokers com as bandas OS PEDRAS e THE NEW BEATLES (antiga formação da banda Mosha tocando o melhor de Beatles) - vide flyer abaixo.

Domingo que vem, 12/03 também em Curitiba, tocaremos na 3º edição do evento cultural PRASBANDAS 3 . Boqueirão (independência & vida!)
Domingo, 12 de março
No ESPAÇO SUCÃO
Rua Paulo Setubal, 3240 - Praça Menonitas
Boqueirão - Curitiba/PR
Infos: 3016.0157 + 9603.4966
Ingresso: 5R$ + 1 livro usado em bom estado
Abertura: 17hs
Início dos shows: 18hs
Acesse http://www.prasbandas.mus.br/ e saiba mais!

Ouça Criaturas na Trama Virtual!www.tramavirtual.com.br/artista/criaturas

Lembrando que Sábado, dia 11 de março, tem show dOs Gianninis em Piraquara, abrindo o show da Relespública!

Apareeeeçam!!!!!!
Show no Jokers Posted by Picasa

Wednesday, November 02, 2005

AVENTURAS DESASTROSAS, MAS COMPENSADORAS!

Estávamos contando os dias para irmos pra Londrina. Finalmente uma grande oportunidade surgia para nós, já que neste ano não conseguimos nada além do lançamento do EP Lugares Comuns, a gravação de um clipe que ainda não ficou pronto, e muitas, muitas contas a pagar em função destes dois empreendimentos.

O Demo Sul é um o maior festival de música independente do Paraná, e este ano levou nomes como Júpiter Maçã e Cachorro Grande como atrações principais, fazendo um público enorme se aglomerar inutilmente na porta do bar Amnésia em busca de ingressos que já estavam esgotados. Mas a nossa saga começa antes deste tumulto. Vamos partir do início – a saída de Curitiba.

Sexta-feira, 28 de outubro, exatamente às 13:30 saímos da cidade, levando além dos instrumentos e bagagens, algumas cervejas e muitos CDs para serem apreciados durante o trajeto. Bruno, o motorista oficial, responsável e politicamente correto, ingeria doses de água e coca-cola, enquanto o resto de nós se embebedava.

A certa altura, ainda antes de chegarmos em Ponta Grossa, o Caetano e o Rafa quiseram ouvir Black Sabbath. Eu preferia continuar escutando o último CD do Paul McCartney, mas como aquela já devia ser a centésima vez que ouvia o disco, não relutei. Pus o CD que eles pediram e logo uma chuva torrencial começou a cair. A trilha sonora pesada veio bem a calhar com o clima tenso – visibilidade zero, estrada encharcada, velocidade reduzida, vontade de fazer xixi...

Parávamos em quase todos os postos, íamos ao banheiro e comprávamos mais cerveja. Assim demoraríamos um pouco mais pra chegar, mas ninguém estava com pressa. Tínhamos tempo suficiente para chegar em Londrina, tomar um banho e confraternizar um pouco antes de ir pro show.

Mas a chuva não dava trégua e qualquer motorista sabe que dirigir em uma estrada que não conhece, debaixo de um pé d’água, não é nem um pouco agradável. E ninguém ali, além do Bruno, teria condições de encarar a direção pra ele dar uma relaxada. Mesmo assim a viagem estava tranqüila. Trilha sonora de primeira, companhias agradáveis e bem humoradas.

No entanto, quando estávamos há mais ou menos cem quilômetros de Londrina, o carro começou a fazer um barulho tipo Kombi 63, daquelas de quitandeiro, e andava pouco, mesmo pisando fundo no acelerador. Resolvemos tocar até a próxima praça de pedágio e pedir socorro mecânico. Uma hora de espera e fomos rebocados até um outro serviço de guincho e, guinchados, chegamos em Londrina às nove da noite.

Nosso humor já não era mais o mesmo. Estávamos tristes e cabisbaixos com o gasto inesperado de R$ 300,00 pelo socorro. Ligamos para o Lucas, baterista dos Substitutes, para nos resgatar na concessionária da Fiat, onde deixaríamos o carro para ser analisado na manhã seguinte. Esta alma caridosa nos deixou no hotel para nos arrumarmos e nos levou ao local do show. Fomos nos amontoando desajeitadamente até caber todos os instrumentos e mais seis marmanjos no carro – os Criaturas, o Lucas de motorista e o Rodrigo Cheiroso no meu colo.

Chegando lá, tivemos que atravessar o tumulto promovido pela busca dos ingressos e entramos no bar já lotado, com a segunda banda no palco. Fomos até nosso camarote, afinamos os instrumentos e logo chegou a nossa vez. Já estávamos mais descontraídos, sabíamos que a única coisa que nos restava era fazer um bom show. E fizemos.

Uma multidão estava ali em nossa frente, levando nossa adrenalina a mil antes de dar o primeiro acorde. Começamos com Bianca, e eu, sinceramente, não posso descrever o que estava sentindo. Era muita gente, alguns chamavam meu nome, mas eu não via nada, estava de óculos escuros – sem grau – e os canhões de luz, muita fumaça no ar e uma cegueira súbita de nervosismo me impediam de reconhecer quem quer que fosse.

O show foi, como gosto de dizer, eletrizante. A maioria do povo agitava, dançava, pulava, gritava. Alguns manés clamavam por Cachorro Grande, o que a meu ver era um desrespeito desnecessário para as outras bandas, já que os caras estavam ali e iriam tocar de qualquer maneira. Se não fosse meu chapéu coco, teria levado uma ou duas garrafadas na cabeça, que voavam de algum lugar e insistiam em aterrissar na aba de meu chapéu. Se alguém ali tentou me derrubar, ficou muito frustrado. Latas de cerveja nunca me fizeram mal.

Tivemos que terminar o show um pouco antes do esperado, o que nos obrigou a limar duas músicas do repertório. Até onde eu sei a programação atrasou, mas os Cachorrões não podiam esperar. Por este motivo nós e os Substitutes fomos obrigados a desplugar antes dos nossos 30 minutos que nos eram de direito.

Saímos do palco ofegantes e satisfeitos com a performance. Pessoas vinham nos entrevistar, tirar fotos, pedir CD, e eu querendo muito uma cerveja. Mas não tinha ânimo nem coragem de atravessar aquela multidão, de modo que fui direto ao camarote, recebendo cumprimentos e olhares curiosos das pessoas por quem passava.

Assistimos ao show dos Substitutes e vimos um pouco da apresentação dos gaúchos grandes. Eu já estava pra lá de bêbada, cansada pra caralho, com fome e vontade de dormir. Fiquei enchendo o saco dos caras da organização para me levarem pro hotel, até que a van chegou e eu e o Bruno fomos embora. Os demais ficaram lá curtindo a festa.

Na manhã seguinte acordamos e ligamos pra concessionária – o motor do carro teria que ser retificado. A biela, o pistão, a rebimboca da parafuseta, tava tudo uma merda. Teríamos que guinchar o carro de volta, pois ele jamais ficaria pronto até segunda-feira e, mesmo assim, eu deveria estar em Curitiba no domingo à tarde. Foram mais R$ 800,00 de guincho, fora as passagens de ônibus Londrina-Curitiba. Voltamos no sábado mesmo, menos o Caetano, que ficou por lá e voltou só no domingo.

Gostaríamos de ter ficado mais. Eu nem vi toda a galera, não tive fôlego pra ficar até o fim da festa e ir pra outro boteco com eles... às vezes penso que estou ficando velha, mas depois de uma viagem daquelas e sem nenhum suquinho Gummy pra animar o espírito, não há alma roqueira que agüente. Além do mais, ficar lá sem dinheiro pra nada não faria o mínimo sentido.

Merdas acontecem. Poderia ter sido pior... nada que frases feitas não consolem. No final, o saldo foi positivo. Acho que passamos uma boa impressão ao público da pequena Londres, muita gente que nunca tinha ouvido falar de Criaturas já faz está em nossa comunidade do orkut tecendo bons comentários.

Agora temos que correr atrás do prejuízo. Vamos tentar fechar um dia da semana fixo em algum bar da cidade, e esperar que vocês aqui de Curitiba compareçam nos shows e comprem CDs, para que possamos saldar as nossas dívidas financeiras e levantar um caixa dois para gravar outro disco!

Deixamos aqui nossos sinceros agradecimentos aos amigos londrinenses, a toda a organização do Demo Sul, aos pais do Bruno e do Caetano que não ficaram putos por termos fundido o motor do carro deles, enfim... obrigada!

Vocês são oátimos!

Monday, October 24, 2005

SET LIST CRIATURAS - DEMO SUL

Quem quiser conferir as músicas que farão parte do nosso show em Londrina, segue a lista completa. Ao todo serão trinta e dois minutos de som próprio, dando preferência para as canções do EP Lugares Comuns. Duas composições do antigo repertório, Gato Por Lebre e Pra Você Agora, e uma da nova safra - De Novo.

01- Bianca
02- Não Presto pra Você
03- Covardia
04- Como eu entendo o amor
05- Tudo Acabado Entre Nós
06- Lugares Comuns
07- Não te Quero Mais
08- De Novo
09- Gato Por Lebre
10- Pra Você Agora

Tuesday, October 18, 2005

FESTIVAL DEMO SUL (Londrina - PR)

Foram anunciadas as bandas que tocarão no 5º Festival Demo Sul, que acontecerá no final de outubro, em Londrina, no Paraná.
O evento teve sua data transferida devido ao plebiscito que acontecerá no dia 24 de outubro. Por conta disso, o festival acontecerá entre 28 e 30 de outubro.
Segue abaixo as bandas que tocarão nos três dias do festival. Em breve mais informações do 5º Demo Sul.
Cast Demo Sul 2005:

28/10 (sexta-feira)
Headphone (SP)
Criaturas (PR)
Trilobitas (PR)
Daniel Belleza e Os Corações em Fúria (SP)
Os Substitutes (PR)
Autoramas (RJ)
Cachorro Grande (foto - RS)

29/10 (sábado)
MIM (RJ)
Madera (PR)
Lacertae (PI)
Monjolo (PE)
Canastra (RJ)
The Brown Vampire Cats (PR)
Marcelo Nova (BA)

30/10 (domingo)
Bubble Gum (PR)
Sanatório dos Anjos (PR)
Electrospirose (PR)
Kratera (SC)
Tosco Dudes (PR)
Rock Rocket (SP)
Grenade (PR)
Júpiter Maçã (RS)

Thursday, September 22, 2005


Titia coruja... hehe

Daniel, titia Xanda e Rafa, o paizão!

A Criaturinha

Vejam vocês se não é um nenê encantador... esta foi a primeira foto que tirei com o garoto, quando ainda estava na maternidade, no dia seguinte em que nasceu. Como todo bom roqueiro, troca as noites pelos dias, berra bem alto e é cabeludo... sem sombra de dúvida, ele é um roqueiro nato.
Daniel Teixeira Rodrigues é a nossa quinta criatura. E será multi-intrumentista! Se a mãe toca violoncello, o pai canta e toca guitarra, a avó materna é professora de piano, o menino só pode ter nascido pra música!

Tuesday, September 20, 2005

ENTREVISTA DOS CRIATURAS

Clique no link acima para ver a entrevista da banda no site cultural Tinidos. Além dos Criaturas, você poderá ler entrevistas da Relespública e dos Dissonantes. Vale a pena... vai lá!

Xanda Lemos no Korova e cerveja em dobro! Posted by Picasa