Thursday, October 22, 2020

SOBRE A VIDA QUE PULSA EM UMA CANÇÃO

 Por Adriane Perin

Xanda Lemos durante a gravação de Vestígios, no Nico's Studio. Carnaval de 2020.


“A música entrou na minha vida pela barriga da minha mãe!” Pode até parecer uma frase de efeito, mas no caso de Xanda Lemos, compositora e cantora da banda Criaturas, é a mais pura verdade - e uma verdade que reflete na gente desde os primeiros momentos ao vê-la em um palco ou ouvi-la cantando. A musicalidade de uma mãe com “voz sublime” irradiou para as filhas e netos, continuando uma geração de músicos com histórias que se entrelaçam na produção nacional. A mãe estudou o suficiente para ler e escrever, mas aponta logo o erro do acorde assim que nota, na tentativa da filha. O pai, um capixaba apaixonado por samba e MPB, que tocava o violão para sua amada cantar, também foi influência indelével na filha. “Vendo ele aprendi a tocar violão”, conta, lembrando a linhagem familiar de tios que participaram inclusive da Tropicália. A irmã Cris, a quem acompanhava nos ensaios teatrais, foi outra influência forte na criança entregue ao fascínio das coxias. O vínculo se estendeu para os sobrinhos, que já são parceiros da tia. 

Com toda essa influência pulsando no sangue, é de se pensar que ela soube desde sempre qual profissão seguiria. Só que não. Ela começou cantando na igreja e a musicalidade era tão natural que apenas na adolescência sentiu vontade de tocar. Em um domingo, em um bar tradicional no Parque Barigui, Ivo “do Blindagem” Rodrigues convidou a menina para o palco. “Você vai ficar aí”, vaticinou, logo em seguida. “Ali percebi que podia tocar em um palco”, conta, lembrando a primeira canção que ficou anos escondida.

Música sempre foi seu cano de escape e substituiu até a terapia. Pela facilidade, faltou a disciplina. “Isso me deixou um pouco preguiçosa para estudar música. Esse talento é o que tem me servido”, confessa. Para nós, devo dizer, Xanda, não faltou nada! 

E se alguém tinha alguma dúvida, basta ouvir “Vestígios”, disco que chega nesse 2020 esquisito para retomar o fio de uma meada que seguiu rumos intermediários, mas jamais se rompeu. A música nunca deixou de alinhavar os dias de Xanda, Bruno e Caetano, marido e cunhado, respectivamente, trio formador da banda Criaturas, em 2001. O núcleo familiar fica ainda mais firme, com a participação dos sobrinhos Yan e Yuri Lemos. Afetividade e acolhimento que se desdobram em forma de canções que abrem os braços para pessoas e culturas de outras matizes, que passam pela vida das Criaturas deixando seus próprios vestígios. É o caso de “Omalola”, música que traz o canto da enfermeira que cuidou do filho recém-nascido do casal. Quando ela voltaria para sua rotina, Xanda pediu que mostrasse uma canção de sua infância para que mantivessem viva a presença dela na família. Xanda a gravou no celular e este é o registro que está na música, que em sua introdução tem os batimentos cardíacos do garoto, ainda no ventre mãe. 

Ouvir Xanda contando a história faz lembrar dela no palco, se mostrando em canções confessionais cantadas em coro pela plateia acolhida por seu talento encantador, em uma troca que é evidente. Lembro da primeira vez que a vi, na banda Wasted. Era evidente o talento da guitarrista e backing vocal. Na época ela já era conhecida pela dupla com Naína, atração semanal em um bar da cidade, onde dividiram palco com gente como Sergio Dias. Em uma noite, o mutante notou o talento das meninas e as convidou para gravar. Nas voltas que a vida dá, o projeto não foi adiante, mas a experiência deixou marcas. 

Porém, o encontro mais mágico foi na primeira edição de um pequeno festival, que se transformaria em um dos mais importantes do Brasil, o Psicodália. Em meio à beleza da Serra do Mar, entre rios, barracas e pessoas coloridas, leves e livres, Xanda e Tati Lemos passaram, brilhantes, em seus modelos sixties, carregando com elas todos os olhares – inclusive os meus, que estava ali como repórter e produtora. Logo depois, Xanda pediu que gravasse aquele que seria o show de estreia das Criaturas. 

Com a Wasted, ela estreou em disco e com a rotina dos ensaios diários entendeu o que “é ter uma banda de rock em Curitiba.” Depois da experiência com Sergio Dias foi recebida na rodoviária pelo então namorado que, com um vaso de flor nas mãos, afastou a tristeza afirmando que montariam uma banda muito legal. E a determinação de nunca ter banda com namorado sumiu quando ele mostrou a fita cassete com as composições dela gravadas, já com baixo e bateria. 

Foi tudo rápido, a estreia aos 17, a formação do Wasted aos 20 e a dupla profissional aos 21 anos. Aos 22 anos, veio a Criaturas. Tive o privilégio de não apenas estar entre os primeiros que viram a banda, como de perceber o talento que se abria e de convidá-los para tocar no festival Rock De Inverno. Ali, diante dos principais jornalistas brasileiros, a novata Criaturas confirmou o que nós da produção já sabíamos. Depois do show, o camarim ficou pequeno, pois todos queriam saber quem eram aqueles jovens músicos que nos traziam de volta a memória afetiva de um tempo que não vivemos. 

E eis que a guria “do tipo que escuta mil vezes o mesmo disco quando gosta”, fez canções que a gente gosta de ouvir e cantar junto mil vezes, se ela as tocar. Em sua entrelinhas musicais, permeando as influências familiares é possível sentir a pegada rock costurando os acordes em sétima aumentada que ela trouxe da MPB e da bossa nova. Kinks, Stones, Beatles, Bowie, R&B e até os reflexos da pesquisa que fez sobre o rock brasileiro dos anos 70 estão na discografia da banda. Nessas duas décadas teve um disco muito bem gravado, mas que lançado quando o casal partiu para viver nos EUA, acabou se tornando uma ‘pérola perdida’ do pop rock nacional. Era um momento de transição e quando as ferramentas digitais chegaram, a banda já estava em stand by. 

Mas talento não morre – e boas canções menos ainda. Sempre que voltavam ao Brasil, os shows lotavam e os fãs continuaram cantando tudo junto. Uma tentativa de gravação, em 2007, ficou no meio do caminho e foi retomada em 2020, em uma das temporadas brasileiras. Um carnaval foi o que bastou. E, mais uma vez, a nova fase das criaturas reflete o momento de sua compositora. 

“Vestígios” tem a mistura de línguas e de identidades que se fundem quando você migra. Tem “música de envelhecer, pra sentir que a gente vive morrendo enquanto está vivendo”. Tem música representativa desses tempos sombrios que nos obrigam a conviver com os vestígios do que era a nossa vida antes. 

Se Xanda tem sorte por ter um marido que acredita no seu trabalho mais do que ela mesma e de ter uma família que respinga talento, o que podemos dizer de nós, que temos o privilégio de compartilhar essa veia cancioneira que vibra em Xanda? Se este projeto tem muito amor envolvido, como ela diz, é o amor que precisamos agora que transborda em cada faixa. Bem vinda de volta, Criaturas! Bem vindos vocês, ao mundo dessa criatura capaz de nos fazer acreditar que, sim, a nossa vida ainda pulsa forte nos batimentos de uma canção.

Wednesday, October 21, 2020

TEM LANÇAMENTO DOS CRIATURAS!


 

Nove anos depois do lançamento de O Sexto Dedo, Criaturas grava Vestígios, lançado em versões digital e também em vinil. O Lado A tem 5 músicas inéditas, e o Lado B as 5 versões instrumentais. 

O trabalho foi lançado pelo selo Volts, com direção de Marcelo Crivano e produção musical de Bruno Sguissardi. 

Gravado e mixado no Nico's Studio em Curitiba durante o Carnaval de 2020 e masterizado por J.J. Golden na California, o disco está com uma sonoridade incrível! Certamente é o melhor registro da banda até agora.  

Enquanto o vinil não chega da fábrica, vamos disponibilizar todos os links pra você ouvir o disco online, na plataforma de sua preferência.

Se você não assina nenhuma plataforma de streaming, poderá ouvir as músicas clicando aqui nesta página do Youtube

Caso tenha assinatura do Spotify, você pode nos seguir, baixar e adicionar nossas músicas nas suas playlists clicando neste link

Pra quem usa o Deezer, pode acessar o disco aqui

Os adeptos do I-Tunes na Apple Music podem ouvir e adicionar o disco na sua playlist clicando aqui

Se você ainda não escutou nosso novo trabalho, confere lá e depois deixa um comentário aqui dizendo se gostou!

Wednesday, November 19, 2014

EM ALGUM LUGAR DO PASSADO


Criaturas em 2003 ou 2004? Vagas lembranças... depois de um show em Jaraguá do Sul, e uma noitada em Joinville com os amigos do Reino Fungi. Foto tirada do baú de Helliot Jr.

Monday, June 30, 2014

UM ANO PASSA RÁPIDO...

Rafa e Xanda Lemos há alguns dez anos atrás

...como a vida também passa, vertiginosamente. Depressa demais... e a gente só se dá conta disso à medida que envelhece e/ou perde os amigos ainda jovens. Difícil constatar que o Rafa não está aqui compartilhando seu tempo e sua juventude com a gente, ouvindo um bom e velho rock'n'roll. Teriam sido 33 anos hoje!

No entanto um ano quase já passou. E parece que ainda não caiu a ficha. Agora então vendo a copa, impossível não lembrar das reações nem imaginar os mil comentários e risadas do Rafa. Essa presença-ausência é constantemente sentida em nossas vidas. Muitas saudades. Te amamos, Rafa!

Sunday, December 01, 2013

CRIATURAS DEFINE REPERTÓRIO

No Quartinho Records, ensaio de sábado, 30/nov/2013. Foto: Macumba
O show do dia 20 de dezembro no 92 graus, em Curitiba, já tem repertório definido!

Ao todo serão 14 músicas entre "clássicos" da banda que muita gente vai saber cantar, e alguns covers que animaram os primeiros shows dos Criaturas.

O Entrevistador conversou com Xanda Lemos sobre o que esperar desse revival. Um pouco cética, mas animada, ela não garante, mas quer uma volta triunfal!

XL- Depois de anos sem tocar essas músicas não foi, ou melhor, não está sendo nada fácil relembrá-las. Algumas letras, harmonias, solos, rifes, simplesmente evaporaram da memória. 

EF- Mas como você deixou isso acontecer?

XL- Bem, estas músicas estão na ociosidade por 12 anos, perdidas na escuridão do sótão musical que virou nossa caixola. 

OE- E como vocês irão resgatá-las?

XL - Ensaiando. Aos poucos, as músicas estão voltando a embalar naturalmente. Os últimos ensaios aqui no Quartinho Records Charlotte já foram bem mais animadores! Porque os primeiros, confesso que quase me arrependi. 

OE - Se arrependeu? Se arrependeu do quê?

XL - De inventar o retorno! Eu primeiro queria uma volta triunfal! Mas fui frustrada logo no início, quando vi que não era capaz de entoar uma canção inteira sem começar errando. Já não tocamos tanto, e muito menos juntos!

OE - E o que fez você inventar, como você diz, o retorno?

XL - Recentemente perdemos o Rafa e eu e Bruno não tivemos chance de dizer tchau nem de render nossa homenagem. E a morte, por mais horrível que ela seja, está sempre nos lembrando que a vida é curta demais pra não ser boa. Então eu pensei poxa, a gente tá aqui! A gente tá vivo. Nós temos o DEVER e a MISSÃO de lembrar, ressuscitar a boa Criatura, a Criatura original que existe em nós.

OE - Criatura que gosta de tocar e de cantar e de estar no palco?

XL - É! Por tudo isso! Tocar com a Tati [Lemos] e o Tile [Douglas] de novo, com a Tábata e mais um monte de velhos jovens amigos na plateia, vai ser oááátimo! Um prazer e uma emoção indizíveis!

OE- E vocês por aí, já estão preparando seus ouvidos? Responda via twitter! @CRIATURASCWB

Monday, November 11, 2013

SHOW DOS CRIATURAS JÁ TEM DATA MARCADA!

Criaturas em: Helium Heads

Neste dezembro, dia 20, solte a Criatura que existe em você! Mais detalhes (preço, horário, endereço, outras atrações, etc.) em breve.

Enquanto isso, crie uma versão da logo clássica da banda e tuíte para @CRIATURASCWB! Todos os participantes vão ganhar RT, e o criador da melhor versão leva um disco e um adesivo oficial da banda, além de entrar no show do dia 20 na faixa.

#criaturas
#revival
#dezembro2013

Participe!

Saturday, November 09, 2013

CRIATURAS VEM AÍ...


Matéria que saiu na Gazeta do Povo em 2002.


Em dezembro de 2013 o quinteto original criaturesco vai se reunir para um revival inédito em Curitiba.

Demorou mais de 10 anos para isso acontecer! Já era tempo.

Além de "ressuscitarmos" alguns clássicos do repertório daquela época, vamos render nossa homenagem ao Rafa, que se foi em julho de 2013.

A data e o local ainda não estão confirmados.

Mas em breve vamos postar as informações aqui!

Saturday, July 13, 2013

HERE, THERE, AND EVERYWHERE




Hoje abri o baú. Saíram de lá memórias de muitos anos, cheias de fungos e pó. Ver o passado espalhado no chão do quarto foi um pouco triste. Cocei o nariz. Fotos, jornais, arquivos esparramados. Antigos cadernos e revistas.

Buscava uma música do Rafa que meu sobrinho, e depois meu cunhado, pediram pelo feice. Eu pensei que ela estivesse numa pasta com todas as cifras e letras de nossa outrora venturosa carreira musical. Mas antes que eu pudesse encontrá-la, dei de cara com a nossa juventude. Uma agonia precedeu o prazer de um espirro e eu disse It's GOOD! -- to be young again.

Nos copiões empoeirados empunhávamos nossos instrumentos. A iluminação naquele palco estava oááátima. Vermelho, roxo, amarelo, azul, uma profusão de imagens, e cores, e sons. De repente os acordes da guitarra do Rafa eclodiram nos tubos dos auto-falantes e sua voz encheu a minha casa de vigor. Era o Bruno que tinha acabado de encontrar uma versão da música gravada nos arquivos do computador. Ah, a tecnologia! Um compasso depois e já tínhamos compartilhado a descoberta.



Senti um misto de euforia e dor. A morte, muito mais do que a vida, é um sôco no estômago de quem fica. Um golpe duro, uma bile amarga de saudade, de vontade de voltar no tempo. De viver mais uma vez aquele tempo. É tão injusto não poder estar perto de todos aqueles amamos. Mas, no fim, o tempo que não volta é o mesmo tempo que nos conforta.

E ouvindo aquele punk rock eu chorei, e depois sorri, e sorri, e sorri, e fui dobrar as meias lembrando só das coisas boas que passamos. Das viagens loucas que fizemos. Das tardes de ensaio no Quartinho Records. Do show do Supergrass, do Oasis, dos shows que demos e fizemos juntos. Das madrugadas e festas amanhecidas... dos churrascos da aurora das nossas vidas.

E finalmente fechei o baú e o vazio e a tristeza transbordaram de lembranças. Meu aniversário no Red Lyon: depois dos parabéns o Rafa pegou o violão e puxou In My Life, dos Beatles, e o bando de beatlemaníacos que estava no bar entoou a canção e aquele foi o presente mais lindo que ganhei...

There are places I remember
All my life, though some have changed
Some forever not for better
Some have gone and some remain
All these places have their moments
With lovers and friends I still can recall
Some are dead and some are living
In my life I've loved them all
But of all these friends and lovers
There is no one compares with you
And these memories lose their meaning
When I think of love as something new
Though I know I'll never lose affection
For people and things that went before
I'll often stop and think about them
In my life I love you more

Dormingo daqui de Charlotte vou cantar essa pra você.

Sunday, July 07, 2013

LUTO



Nosso querido amigo Rafael Rodrigues faleceu esta noite, no Hospital Erasto Gaertner em Curitiba.



Compositor, vocalista e guitarrista das bandas Tarja Preta (2000-2003) e Criaturas (2004-2011), Rafa lutou bravamente contra o cancer. Hoje nos deixa, cedo demais. Deixa um vazio dentro todos nós.






Mas o Rafa também deixa sua música, sua voz, seu grito raivoso. Suas letras, suas histórias e seus sorrisos. E deixa saudades. Muitas saudades.





Nossos mais sinceros sentimentos a todos os familiares, principalmente à sua avó, aos pais Rudiney e Izabel, à  namorada, Liana, ao amigo/tio Rogério e ao Lennon, que o acompanharam diariamente nesta luta. Rafa também deixa um filho, Daniel, de 7 anos.

O velório será hoje (7/7/2013) na Capela Vaticano, Av. Hugo Simas, 26 (atrás do Cemitério Municipal de Curitiba), das 9 da manhã às 5 da tarde. 

Saturday, March 31, 2012

EXTRA! EXTRA!

Criaturas quase extintas foram flagradas em solo curitibano pelas câmeras de Lyrian Oliveira. Projeto Tenda Live da banda Narciso Nada. Momentos raríssimos! Com participação especial de Yan Lemos. 



Composição: Caetano Veloso, Xanda Lemos, John Lennon e Paul McCartney.

Saturday, August 14, 2010

Monday, April 19, 2010

EM BREVE

Aposto que esse vai ser o show mais memorável de nossa existência. Pela primeira vez vamos tocar nosso disco com a banda completa (ano passado na Fnac o BRUNO não tava, lembram?). Presença confirmada de DU GOMIDE na guitarra e FRED TEIXEIRA na percussão. Com sorte o GRA, que gravou os teclados (mas mora em Caxias do Sul e tem uma agenda musical cheia, ainda não confirmou), também vai dar o ar da GRAça! E nós, as reles Criaturas que aparecem na foto, teremos a honra de dividir o palco com esses músicos maravilhosos e com a maravilhosa banda MORDIDA! Mal vejo a hora!!!

Thursday, January 21, 2010

CRIATURAS ENTRE OS MELHORES DE 2009

Juuuuuura?!!

Fomos indicados entre Os Melhores de 2009, na categoria de melhor banda rock/pop! Foi uma ótima surpresa pra mim, ao acessar o site e encontrar Criaturas entre uma das indicadas.

O Mondo Bacana, site do qual participo como blogueira, também foi indicado. E ao lado dele, um blog assiduamente frequentado e admirado por mim - De Inverno.

Enfim... quem quiser dar uma força, vai lá votar! Só clicar no link de votação de categoria, depois clicar no nome da banda. Automaticamente aparece o resultado da enquete, não se preocupe que seu voto foi computado. Tem até dia 31 de janeiro, apenas não deixe para dia 31 o que você pode fazer... agora!

Mas não importa o número de votos, nem a vitória, afinal para uma banda que se apresentou somente uma vez no ano passado, e ainda assim sem o baterista, num formato "acústico" improvisado, só o fato de ter sido indicada já é uma grande alegria!

E tudo isso de deve ao Sexto Dedo, e a todos que dele fizeram parte, especialmente Al, Du, Fred, Gra. Obrigada, vocês foram e são oátimos.

E claro, sem ela eu não teria ficado sabendo da indicação. Valeu pelo toque, sogrinha!

E às 3 pessoas que não sei quem foram! Obrigada por assegurarem nosso lugar na disputa!

Finalmente, valeu a iniciativa, Luiz Cláudio! O melhor de 2009 certamente é você... que mesmo tendo de ouvir e ler abobrinhas daqueles que se revoltam com o concurso, continua a empreitada!

Friday, November 27, 2009

Tuesday, September 29, 2009

O SEXTO DEDO UNIVERSAL!



Queridos e polidáctilos fãs! Se você tem um amigo na Europa, no Equador ou no Japão e sempre teve vontade de mostrar o Sexto Dedo para ele, seus problemas acabaram!

Agora o nosso disco pode ser inteiramente comprado/downloadeado no I-Tunes, no Tune-Core e na Free Amazon.

Mas não é só isso! Se você ou seu amigo exilado preferirem adquirir apenas algumas falanges, ou seja, somente algumas músicas, não tem problema. O ambiente democrático da net faz com que seja possível adquirir quantas músicas quiser sem pagar a mais por isso!

Ao adquirir um produto Criaturas você estará ajudando a banda a se reunir para uma série de shows com músicas inéditas no Brasil no início do ano que vem. Por isso, ajude a divulgar o Sexto Dedo!

Não deixem o sonho acabar!

O Homem-Mosca ainda voa!

Monday, July 13, 2009

O Dia Mundial do Rock é uma farsa (and so do I)!!!


O dia mundial do rock é como o "world most famous buffalo wings" dos restaurantes norte americanos. Não entendeu? Eu explico. Aqui na América em todo restaurante que você vai, tem no cardápio no mínimo uma refeição - que a gente do Brasil e provavelmente do resto do mundo nunca nem ouviu falar - anunciada como "mundialmente famosa". Assim é o Dia Mundial do Rock. Mundial, só num país. Porque só no Brasil se comemora. O resto do mundo ignora!

Quer tirar a prova? Procure Dia Mundial do Rock no goolge em português, e depois em inglês, "July 13th, day of rock". A primeira busca resultará em considerável volume de ocorrências, já na segunda aparecerão somente 2 míseras pagininhas com vídeos e link de bandas brasileiras (ou melhor, gaúchas).

Não que isso seja um problema... mas acho bom desmitificar. Essa história do Dia Mundial do Rock aconteceu lá por volta dos anos 80, quando artistas famosos resolveram se unir contra a fome na África, participando de um festival que ocorreu ao mesmo tempo nos Estados Unidos e na Europa, afim de arrecadar fundos para os barrigudinhos da Somália.

Festivais como estes eram moda naquela década, mas este do dia 13 ficou mais famoso porque ocorreu simultaneamente em dois continentes e arrecadou 60 milhões para a causa da fome. Engraçado que os barrigudinhos da Somália continuam magros e desnutridos.

Aliás falta no mundo mais dias mundiais do rock, do jazz, do blues, da MPB, do pagode, seja lá do que for, que tenham este cunho filantrópico. Tanta criança desnutrida no Brasil, e os roqueiros, forrozeiros, pagodeiros e sertanejos universitários enchendo a pança de cachaça e nem aí pros descamisados e famintos brasileiros.

Mas voltemos ao roque, que é o que nos interessa... eu, depois de muito tempo prezando por ser roqueira e vivendo este desafio de viver da música, e mais ousadamente, do rock, cheguei a algumas conclusões diferentes da maioria daqueles aos quais, doravante, chamarei "roqueiros de verdade".

Eu não nasci pra ser roqueira. Primeiro porque cresci num ambiente MPB refinadíssimo - onde nem Roberto Carlos era muito bem visto. Minha educação musical foi escolhida a dedo por meus pais, e os meus ouvidinhos infantis iriam ouvir somente o fino da bossa, a música mais elitista possível. O Chico e o Tom eram os prediletos. Caetano e Gil, João Gilberto (chato pra caralho!) e Gal. O Rock só viria a conhecer na adolescência graças aos meus irmãos mais velhos e a minha paixão por Rita Lee e Roberto Carlos. Enfim.

A verdade é que esse tal de róquenrou foi uma fase muito boa da minha vida em termos de banda. Mas ele não acrescentou absolutamente nada financeiramente, muito pelo contrário, custou uma dinheirama violenta pra investir em instrumentos, cordas, viagens, cigarro, drogas, álcool, hospital, multas de trânsito, sem falar na chapinha, no cabeleireiro, na manicure, no figurino, nos quilos de bótons e batons, afinal de contas roquer requer estilo, e roqueiro que se preza não pode ser uma pessoa comum, né, roquer que é roquer tem que se destacar da multidão, ter um visual, saca? E acabar ficando igual aos outros roquers, mas ah.

Sem falar nas drogas. Cara! Acho que com tudo que eu já gastei só em álcool e cigarro dava pra fazer uma plástica com o Pitangui pra tirar essa barriga que os anos de bera me proporcionaram. Ou um transplante de pulmão, porque os meus já não valem merda nenhuma, pobrezinhos. E o fígado então? Afe! Bem, vejam o Ivo, do Blindagem. Isso sim é rock pra caralho!

O rock me proporcionou boas lembranças, mas as mais vivas delas permanecem aqui em carne em osso, na frente do espelho, quando você está com 30 e já não pode mais beber num dia sem sentir nada no outro. Daí você olha pro Keith Richards e pensa: esse sim nasceu pro Rock. A Andreza, do Uh La Lá também. Algumas poucas pessoas só, nascem pro rock.

Enfim, eu sou uma farsa. Eu não nasci pra ser roqueira, eu na verdade nasci pra ser atleta, mas daí veio o rock, daí fodeu! Foram alguns anos em que só me diverti, em que não fiz mais nada além de queimar neurônios e construir uma imagem mais ou menos carimbada na (ai como eu detesto essa expressão) "cena curitibana". Daí logo fui me preocupar (ou não) com algumas fofocas do meio, me envolvendo em intriguinhas tolas que nunca levaram a lugar nenhum, consegui bons amigos e alguns inimigos, fãs e desafetos anônimos, enfim. Tudo isso o rock acrescentou em minha vida. E não teria feito o menor sentido, não fosse O Sexto Dedo arrematar tudo bem arrematadinho no fim.

Quando comecei a notar que o rock não me levaria muito longe, passei a priorizar outras coisas como faculdade, trabalho, namorado. Tudo bem que só me formei com 30, mas me casei, saí do país, estou vivendo uma vida que jamais imaginei que pudesse levar - morando bem, num país de primeiro mundo, fazendo mestrado e dando aula na principal universidade da Carolina do Norte. E o Geto - um puta cara que eu respeito pelos trabalhos que desenvolve e gosto muito mesmo da pessoa - vem dizer que vendemos a alma ao diabo?!?!!

Bom, o que eu quero dizer com tudo isso? Que o roque é uma merda e que me arrependo de tudo? Não, claro que não! O meu recado é esse, galerinha do rock:

O nosso rock'n'roll é o Sexto Dedo. Ouça esse disco e diga se ele não é bom, não é pesado, não é bem gravado, e o caralho a quatro. Ou continue sendo o típico rocker curitibano e não ouça! O rock tá aí e os roqueiros da minha cidade não dão a mínima. A rádio rock ignora. A rádio que não toca rock é que divulga!!! Vai entender. O diabo é Curitiba. E nós infelizmente não conseguimos nos vender por aí, pergunta pro Marcão lá da Vinyl quantos CDs nossos ele já vendeu? Zero discos? Um disco?

A nossa alma está no Sexto Dedo e o diabo não quer comprar... e olha que tamo vendendo baratinho, só 15 pila cada unidade. Por isso, gostaria de mandar vocês tomarem no cu, porque afinal de contas Curitiba não começa com cu à toa. E claro, hoje é o dia mundial do rock, o dia de tomar atitudes roqueiras babaquinhas e revoltadas!

Aos roqueiros de verdade, e aos otários que comemoram, feliz dia Mundial do Rock!!

Friday, July 10, 2009

É AMANHÃ NA EDUCATIVA FM 97.1

O SEXTO DEDO VAI DEBUTAR NA RÁDIO COM ENTREVISTA E TUDO...
SERÁ SÁBADO DIA 11 DE JULHO NO PROGRAMA CONVERSA AFINADA
QUE IRÁ AO AR A PARTIR DAS 14HS!!!
VÃO ROLAR MÚSICAS DO DISCO E UMA ENTREVISTA COM O CAETANO, NOSSO BAIXISTA E RELAÇÕES PÚBLICAS DA BANDA NO BRASIL...
VOCÊ VAI PERDER ESSA PORQUE NÃO MORA NA REGIÃO?
SEU RÁDIO QUEBROU?
NÃO SE DESESPERE!
VOCÊ PODE OUVIR AO VIVO PELA INTERNET, BASTA ACESSAR O SITE!
http://www.rtve.pr.gov.br
NÃO SE ESQUEÇA! O SEXTO DEDO COM VOCÊ NA EDUCATIVA!

O Homem Mosca vs. Serenata!

O assunto de hoje é a enquete que pode ser respondida na nossa comunidade do Orkut. Após uma disputa ascirradíssima para saber qual dentre essas duas canções é a melhor do disco, Serenata ultrapassa com 3 pontos de vantagem (15% dos votos). O mais interessante é que de 71 votos, todas as músicas têm pelo menos 4 pontos, ou seja, nenhuma delas deixa de ser a preferida de alguém. Ponto prO Sexto Dedo, que pelo visto não desapontou nenhum fã! Pobre Homem-Mosca! Conseguirá alcançar Serenata? Veja nas próximas postagens!

Monday, July 06, 2009

Alô Caxias do Sul!!!

O Sexto Dedo está à venda aí em sua cidade! Esta belíssima obra musical da atualidade contou com o talento inigualável do Gra Anzola, que gravou os teclados e a quem somos gratos porque ele mui graciosamente dispôs o disco para venda em dois pontos da cidade:

PROMÚSICA ESCOLA E LOJA
Av Júlio Castilhos, 2001
Caxias do Sul - RS
CEP 95010000
Fone (54) 3223-4282

MISSISSIPPI DELTA BLUES BAR
Moinho da Estação
Caxias do Sul - RS
Fone (54) 3028.6149

Valeu, Gra!